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Armazenagem

Há algum tempo atrás, o conceito de ocupação física se concentrava mais na área do que na altura. Em geral, o espaço destinado à armazenagem era sempre relegado ao local menos adequado. Com o passar do tempo, o mau aproveitamento do espaço tornou-se um comportamento antieconômico.

Não era mais suficiente apenas guardar a mercadoria com o maior cuidado possível. Racionalizar a altura ocupada foi a solução encontrada para reduzir o espaço e guardar maior quantidade de material.

A armazenagem dos materiais assumiu, então uma grande importância na obtenção de maiores lucros. Independentemente de como foi embalado ou movimentado o material, a etapa posterior é a armazenagem.

Os termos “armazenagem” e “estocagem” são frequentemente usados para identificar coisas semelhantes. Mas, alguns preferem distinguir os dois, referindo-se a guarda de produtos acabados como “armazenagem” e guarda de matérias-primas como “estocagem”.

Os fatores básicos que determinam a necessidade de armazenagem são:

  1. Necessidade de compensação de diferentes capacidades das fases de produção.
  2. Equilíbrio sazonal.
  3. Garantia da continuidade da produção.
  4. Custos e especulação.
  5. Redução dos custos de mão de obra.
  6. Redução das perdas de materiais por avarias.
  7. Melhoria na organização e controle da armazenagem
  8. Melhoria nas condições de segurança de operação do depósito
  9. Aumento da velocidade na movimentação

Os fatores básicos contra a necessidade de armazenagem são:

  1. A mercadoria parada custa (mão de obra, equipamentos ou manutenção)
  2. A mercadoria ocupa espaço em edifícios
  3. A armazenagem requer estruturas administrativas e de controle.
  4. O material “envelhece” (problemas com data de validade etc.)

A armazenagem é uma conveniência econômica, em vez de uma necessidade, no sistema logístico de uma empresa.

Sistemas de Armazenagem

Para determinarmos qual o melhor sistema de armazenagem para um determinado produto, devemos primeiramente observar a característica do material : dimensões, peso, possibilidade de unitização em paletes ou não e etc. Em segundo lugar, as condições do espaço : pé direito, condições do piso, e etc. Depois, as condições operacionais : a velocidade de estocagem, a seletividade do produto, a quantidade de itens e etc.

Como produtos padrões, a TRAVEMA apresenta basicamente as seguintes opções:

Armazenagem pesada:

  1. Porta Paletes seletivo (PPS): Utilizado basicamente para cargas paletizadas, possui alta seletividade e velocidade de armazenagem. Com variada gama de acessórios, pode ser utilizado também para armazenagem de itens variados (não paletizados), tais como : tambores, sacarias, caixas, caçambas, contêineres, chapas planas, bobinas e etc.
  2. Drive-in ou Drive Thru: Também chamado de porta-paletes de tráfego interno, é utilizado basicamente quando a carga não é variada e pode ser paletizada, além de não haver a necessidade de alta seletividade ou velocidade.
  3. Porta Paletes Push Back: Utilizados com cargas paletizadas. Neste sistema a empilhadeira “empurra” cada palete sobre um trilho com vários níveis permitindo a armazenagem de até 04 paletes na profundidade.
  4. Porta Paletes Dinâmico: Utilizado cargas paletizadas. Neste sistema o palete é colocado pela empilhadeira num trilho inclinado com roletes e desliza até a outra extremidade do trilho onde existe um “stop” para contenção do mesmo. O primeiro palete a entrar será o primeiro a sair.
  5. Shuttle: Utilizado cargas paletizadas. Neste sistema o palete é colocado pela empilhadeira num trilho onde é manipulado por um robô (carrinho) que o movimenta ao longo do túnel. Pode fazer o FIFO ou LIFO.
  6. Cantilever: É utilizado quando queremos armazenar materiais de grande comprimento, como tubos, chapas de aço, e etc. Permite boa seletividade e velocidade de armazenagem.

Armazenagem leve

  1. Estantes: É um tipo de estrutura leve, para a armazenagem de material com tamanho reduzido e com grande variedade.
  2. Estantes de grande comprimento: Utilizado basicamente para cargas leves que possuem um tamanho relativamente grande para ser colocado nas estantes convencionais. É um produto intermediário entre as estantes e os porta-paletes.
  3. Flow rack: É um tipo de estrutura dinâmica, formada por colunas e planos de carga com trilhos com rodízios de plástico para a armazenagem de material leve.

Produtos para organização e multiplicação do espaço

  1. Mezanino: É utilizado para a duplicação de uma determinada área, dividindo-se o espaço verticalmente com a colocação de pisos intermediários sustentados por vigas e colunas. Como sistema de armazenagem é utilizado para cargas a granel (sacarias, caixas soltas e etc.)
  2. Divisórias: É utilizado para a divisão de ambientes industriais organizando o espaço em áreas sendo possível a colocação de portas ou guichês para a comunicação desses ambientes.

Escolha do sistema de armazenagem ideal

Para determinarmos qual o melhor sistema de armazenagem para um determinado produto, devemos observar os seguintes pontos:

  1. Característica do material: dimensões, peso, possibilidade de unitização em paletes ou não e etc. Por exemplo, se o material a ser armazenado for de pequeno volume e leve, devemos pensar em um sistema de estantes, mas se o mesmo possibilitar a unitização em um palete, a escolha mais acertada seria uma estrutura porta-paletes (de alta ou baixa densidade) com movimentação por empilhadeiras
  2. Condições do espaço: Altura útil do depósito, condições de resistência e planicidade do piso, posicionamento das colunas do prédio e etc. Esta etapa é muito importante se o depósito ainda não foi construído ou adquirido, pois essas condições determinam também a possibilidade de instalação de um determinado equipamento. É muito comum a escolha por um determinado tipo de estrutura ser inviabilizada pela falta de resistência do piso ou da baixa altura do local.
  3. Condições operacionais: a velocidade de estocagem, a seletividade do produto, a quantidade de itens e etc. Popularmente conhecido como os “quatro ADES”:
    • SELETIVIDADE: Determina a possibilidade ou facilidade do acesso a determinado produto num determinado momento. Um porta paletes, por exemplo, permite o acesso fácil a qualquer palete por ter todas as cargas posicionadas em frente a um corredor. Um Drive-in não possibilita tal acesso tornando-o, assim, um sistema de baixa seletividade.
    • DENSIDADE: Indica a quantidade de paletes num determinado espaço. Normalmente, uma estrutura com alta seletividade possui baixa densidade e vice-versa.
    • VELOCIDADE: Determina o tempo necessário para a retirada ou a colocação de uma unidade de carga em sua posição. Assim como a seletividade, é inversamente proporcional a densidade de armazenagem.
    • VARIEDADE: Indica o número de itens num determinado sistema. É um item importante na escolha do sistema. Um sistema com número grande de itens deve ter o mesmo tratamento de um sistema que necessita de alta seletividade.
  4. Condições econômicas: Os custos iniciais do depósito, número de operadores e empilhadeiras, manutenção do equipamento e etc. A primeira vista a estrutura com o menor preço é sempre a mais indicada, mas devemos levar em conta os custos de operação envolvidos. O porta-paletes convencional é mais barato que um dinâmico , mas o melhor aproveitamento do espaço e o controle automático de F.I.F.O. podem reduzir os custos ao longo do tempo.

TABELA DE ESCOLHA DO SISTEMA

Movimento de cada item em m³ por semanaMétodo indicado
< 0,056Estante estática
de 0,057 a 1,400Estante dinâmica
de 1,400 a 2,800Porta paletes ou Drive-in
de 2,800 a 7,000Porta paletes dinâmico
>7,000Estocagem no piso

VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CADA SISTEMA

SISTEMAUtilização do espaço m³SeletividadeRecolocaçãoCapacidade de carga em KG/m²VelocidadeMontagem
Estante comum45%BomBom50 a 250BomMuito Rápido
Estante em 02 lances45%BomRuim50 a 250RuimMédio
Porta-Paletes50%100%Bom–BomRápido
Mezanino80%RuimRuim50 a 300RuimMédio
Cantilever25%BomRuim–BomRápido
Drive-in / Thru65%30%Ruim–RuimLento
Estr. Dinâmica80%50%Bom–BoaMuito Lento